Pular para o conteúdo principal

O fio da navalha

Vou afiar minha navalha
me despir de quem não valha
vou entregar os mentirosos
e abrir mão dos poderosos
Vou soltar a voz aos quatro ventos
mostrar ao mundo seus verdadeiros intentos
destruir as obras profanas dos homens sedentos
revelar a todos no seu devido tempo
Vou delatar,
vou entregar,
confessar em juízo as mais duras verdades
Vou mostrar o que fez a hipocrisia
e a sordidez de quem nada valia,
vou mostrar como a mentira destrói
e como a falsidade a vida corrói
Vou gritar bem alto e bem forte
e com uma navalha
fatiar sua sorte
Não vou mais depender
e muito menos defender,
e que os fariseus ao se entre-olharem
do que fizeram
já não possam se esquecer
Pois o meu grito Deus ouviu
e do Alto Monte ressurgiu
Sua Justiça descerá
e a tudo isso consumirá.
E então, e só então,
com missão cumprida vou entregar
a minh'alma pra descansar.

Soli Deo Glória

Comentários

  1. Nossa... Que lindo e profundo!!!

    Parabéns, o poema está perfeito...

    Bjs

    Janaína

    ResponderExcluir
  2. Muito lindo mesmo.

    Acho que vou ali gritar algo também, mas de alegria.

    Beijao

    ResponderExcluir
  3. Profundo, cortante.
    coisa pra quem precisa acordar.

    -
    Poww, hehehehe...brigadão mesmo...bondade sua!
    Tu que é uma verdadeira poetisa!

    x)

    bejo

    ResponderExcluir
  4. Imitando o Ricardo Gondim, né?

    mt bom o texto, forte e sincero, lindo e belo!


    abração Alice
    fica na Graça

    ResponderExcluir
  5. achoq ue é temporada de textos fortes e verdadeiros...

    ResponderExcluir
  6. Perfeito este poema!Parabéns Alice!
    bjj.:)

    ResponderExcluir
  7. 80
    Que liiiiiiiindo!
    Sem palavras...
    Passei pra deixar um big beijo!!!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Comente, mas não tente decifrar-me.
Nem sempre escrevo por mim, muitas vezes escrevo para mim também...

Postagens mais visitadas deste blog

O Tempo

E ele se foi... suavemente, porém a passos largos, se foi aos poucos, dia a dia, gota a gota, se foi Foi-se e sequer olhou pra trás sequer deixou-me um bilhete mas seus escritos estão marcados em minh'alma até hoje Partiu e me deixou assim com saudades e com uma enorme vontade de ir também. E ele se foi... e levou meus sonhos meus amores minha história minha força e boa parte de minhas esperanças Foi-se sem palavras assim a seco, como um texto sem letras uma poesia sem rimas ou uma ciranda sem rodas foi-se...e a cada dia ainda vai um pouco mais.

Que Deus nos console e cure

Morreram todos. Todos os que sonhavam e os que planejavam, morreram os amantes e os amigos, os inimigos e os desafetos. Dissolveu-se o que era doce e o que foi salgado, e ao paladar só sobrou o amargo. Da lembrança não se tem noção, e dos anéis não se encontrou a mão. Sobrou tristeza, desamparo e desilusão. Sobrou a dor silenciosa dos gritos histéricos da alma abortada. Sobrou o nada e a destruição. É nessa hora hora de solidão que a fé desencontra a razão e faz girar em nós a força estranha da solidariedade e do amor . A solidariedade reconstrói, doa, ajuda, ampara, chora junto e refaz, mas só o amor de Deus consola e cura.