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O DESENHO DOS MEUS DIAS

O que eu hoje gostaria
era de ter em mãos o desenho de minha vida,
saber de que cor ela seria
se bem ou mal ela faria
saber se para o sul ou para norte ela iria
e por quais mãos ela andaria
saber a forma de minha vida
tranquilidade me daria.
Mas o desenho dos meus dias
pertencer a mim não poderia
senão eu mesma iria
compor a história de minha vida
e isso estragaria
o encanto da surpresa dos meus dias
Só sabe Deus a forma e a cor que tem
os meus dias que pela frente vem
se é para o mal ou para o bem
se é pra mim ou pra mais ninguém
se é no ir-e-vir ou no vai-e-vem
se estarei aqui ou irei além,
e assim, só me resta dizer :
Amém.

Comentários

  1. A Lua sangra no celeste
    Aprisionada está a razão
    Olhos sem a virtude da luz
    Uma fria pedra no coração

    Um banco de jardim
    É leito do rei da sarjeta
    Almofada de encardido cartão
    Acomoda esta carcaça inquieta



    Bom domingo



    Mágico beijo

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  2. Alice,
    a nossa vida está nas mãos do nosso Deus...
    Não poderia estar em melhores mãos!!!
    bjs

    ResponderExcluir
  3. Bom dia Alice!

    Deus sabe o aque faz.

    Uma semana de muita luz.

    beijooo.

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  4. Basta-nos que Ele saiba e nos cubra com a Sua Graça.
    Ótima semana!

    ResponderExcluir
  5. Bete,

    adoro a honestidade de suas palavras !! Linda !

    ResponderExcluir
  6. Mais um lindo poema...

    Concordo com vc , que não teria tanta graça...
    se bem que evitaria muitos dissabores...
    mas é melhor não saber ...

    beijinhos

    ResponderExcluir
  7. Amém... (um amém meio "que fazer, né?", meio "num tem outro jeito não?", mas amém assim mesmo!)

    ResponderExcluir
  8. Olá querida Alice,

    "Só sabe Deus a forma e a côr que têm

    os meus dias que pela frente vêm."

    Que lindo, amiga!

    È mesmo isso.

    E por isso, podemos saudar cada novo dia que vem, com um coração tranquilo e sereno.

    Que bom!

    Obrigada por este poema tão lindo.
    Um abraço

    Uma boa noite de descanso
    Viviana

    ResponderExcluir
  9. Penso, querida Alice, que somos nós, sim...A pintar os nossos futuros dias, com as tintas que escolhemos hoje...

    Belo e reflexivo o seu poema!!!

    Beijos no coração...

    ps: sua fotos são muito bonitas!

    ResponderExcluir
  10. E tem outro jeito?? Se souber me conta rapidinho...
    Vamos colorir seu template? Esse pelo menos a gente consegue (com certo esforço)kkkkkkkk
    Já mandei por email a sujestão.
    beijos amaaaaaaaaaaada!!!

    ResponderExcluir
  11. Tem gente que escreve ..tem gente que encanta ...parabéns ...sempre que posso venho aqui ler suas poesias...principalmente uma que agora faz parte da minha vida ...
    "uma folhinha solta ao vento"...sua poesia encontra resposta mundo a fora...palavras se tornam imortais ..como a música que nos remete automaticamente às lembranças vividas...
    Alice,tem gente que escreve..tem gente que copia...tem gente que vem aqui e" rouba "poesia ,mas isso todo poeta perdoa né?
    Escrever é um dom...É pra quem sabe ler o que o coração diz..
    Sorte pra vc e toda felicidade deste mundo...
    to seguindo ...beijo !

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Comente, mas não tente decifrar-me.
Nem sempre escrevo por mim, muitas vezes escrevo para mim também...

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O Tempo

E ele se foi... suavemente, porém a passos largos, se foi aos poucos, dia a dia, gota a gota, se foi Foi-se e sequer olhou pra trás sequer deixou-me um bilhete mas seus escritos estão marcados em minh'alma até hoje Partiu e me deixou assim com saudades e com uma enorme vontade de ir também. E ele se foi... e levou meus sonhos meus amores minha história minha força e boa parte de minhas esperanças Foi-se sem palavras assim a seco, como um texto sem letras uma poesia sem rimas ou uma ciranda sem rodas foi-se...e a cada dia ainda vai um pouco mais.

Que Deus nos console e cure

Morreram todos. Todos os que sonhavam e os que planejavam, morreram os amantes e os amigos, os inimigos e os desafetos. Dissolveu-se o que era doce e o que foi salgado, e ao paladar só sobrou o amargo. Da lembrança não se tem noção, e dos anéis não se encontrou a mão. Sobrou tristeza, desamparo e desilusão. Sobrou a dor silenciosa dos gritos histéricos da alma abortada. Sobrou o nada e a destruição. É nessa hora hora de solidão que a fé desencontra a razão e faz girar em nós a força estranha da solidariedade e do amor . A solidariedade reconstrói, doa, ajuda, ampara, chora junto e refaz, mas só o amor de Deus consola e cura.