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Dias de Tempestade

Sempre sinto medo quando a tempestade se aproxima.

Onde eu moro, nesses dias, primeiramente chega o vento soprando de maneira estranha e quente, depois ele esfria e vem forte e dominador, e então, como numa invasão de terror, chegam as nuvens trazendo a chuva pesada, destruidora, aterradora, cheia de raios e trovões.
Sempre tenho medo.
Por mim e pelos outros.
Pelos que amo e por quem não conheço.

Mas tenho medo, medo da fúria da natureza, pois essa sim deve ser temida e respeitada.

O mar muda de cor, suas ondas tornam-se muito mais do que bravias, tornam-se nossas desconhecidas.... O vento sopra estranho, canta outra canção, uma canção de aviso, de alerta...

Então parece que nunca mais irá parar de chover, mas derrepente, como num passe de mágica ou como se Deus dissesse as águas "Basta", ela param, e tudo o que era medo torna-se esperança, o que estava escuro novamente clareia, e o vento passa a entoar a canção da misericordia novamente.

São assim as tempestades da vida, estejam elas dentro ou fora de mim.

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