27 de setembro de 2007

Hoje eu vou espiar pela fresta...

Hoje vou espiar pela fresta
e ver o que resta da vida e do tempo
Vou olhar pra eles e descobrir suas intenções,
descobrir seus encantos e suas paixões,
ouvir suas conversas e descobrir seus segredos
e saber de tudo sem medo.
Hoje vou espiar pela fresta,
e ver o que resta do ódio e do amor,
vou descobrir quem ganha essa guerra
vou saber dos seus mistérios
e porque se fazem sempre de tão sérios.
Hoje vou espiar pela fresta
vou ouvir e ver tudo o que alma diz
saber o que ela faz com o que eu fiz,
saber dela onde se dói e onde se rói,
ver a alma nua em sua entrega
encontrar o que está escondido,
descortinar o que foi encoberto,
revelar o que está oculto,
saber de quem é esse vulto,
desvendar e expor
até que venha o tempo
até que sopre o vento
até que se torne lento
até que eu tome tento
que já é o tempo
de revelar minh'alma
e deixar que em mim
volte a fazer morada a minha calma.

5 comentários:

  1. Maravilhoso, Alice!
    Adoraria ter esse dom, de fazer poesia...parabéns!
    Beijo

    ResponderExcluir
  2. Saberás que um bando de gaivotas
    Fugidas à fúria de alteroso mar
    São pássaros perdidos do ninho
    Que a bruma não deixa encontrar

    Saberás também que o mar
    Cavalga nas asas do vento
    Em dias de forte tempestade
    Aos olhos de um Neptuno atento

    Bom fim de semana

    Doce beijo

    ResponderExcluir
  3. Alice, adorei o teu poema!!!!!
    Beijinhos,
    Fernandinha

    ResponderExcluir

Comente, mas não tente decifrar-me.
Nem sempre escrevo por mim, muitas vezes escrevo para mim também...