13 de novembro de 2007

As vezes me sinto assim:

As vezes me sinto assim:
submergida
subterrânea
subtraída
um pouco abaixo do nível do mar
ou muito acima do que se pode pensar.
As vezes me sinto assim:
sequestrada
selada
amarrada
trancada
amordaçada.
Impedida de falar o que penso,
de pensar o que quero,
de querer o que gosto
de gostar do que me importa.
As vezes me sinto assim:
em sobressalto
em pleno assalto
jogada pro alto
como se nada mais importasse
que não fosse alheio a mim.
Me sinto assim,
nem pra mim
nem para ti
nem aqui
e nem ali.
Me sinto assim, assando a mim.

15 comentários:

  1. O poema é quase catarse.
    Desnudando-se em versos...
    Só os privilegiados das palavras conseguem unir a dor e abeleza em versos, assim.

    beijos
    P.S. Desculpe-me a ausência. Ando fazendo um curso que está me tomando todo o tempo.

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  2. Que coisa bela!
    Espero que a liberdade entre em você...sorriso.
    Beijos

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  3. Alice, postei aquele seu poema das mãos, e ele fez (e está fazendo o maior sucesso!) Como está de feriado? Aqui está chovendo bastante. Bjs

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  4. Oi,tens uma lembrança lá nas teclas....um meme!E se quiseres um selo do blog.:)

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  5. Oi Alice, boa noite
    É claro que a liberdade da palavras
    existe exatamente pra isso ou seja
    o que importa é a nossa mente estar
    liberta de grilhões que tolhem os movimentos sem que nos apercebamos
    disto.Linda poesia, muito gostosa de ler, parabens.Bjão, bom fds e fique com DEUS .

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  6. Alice, isso é um espetáculo.
    Adoro esse jogo de palavras.
    Grande beijo.

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  7. Por favor!
    Ajuda a que se faça Justiça a Flávia. Se és um ser com sentimentos, ajuda!
    Eu jamais invadirei teu blogue, garanto! Mas ajuda.
    Repara bem: eu, tu, seja quem for, tem nosso pai, nossa mãe, nosso irmão ou irmã, ao longo de 10 anos em coma, que vida será a nossa?
    Se não tivermos a solidariedade de alguém com sentimentos, que será de nós?

    TEMPO SEM VENTO

    Ah, maldito! Tempo,
    Que me vais matando,
    Com o tempo.
    A mim, que não me vendi.
    Se fosses como o vento,
    Que vai passando,
    Mas vendo,
    Mostrava-te o que já vi.

    Mas tu não queres ver,
    Eu sei!
    Contudo, vais ferindo
    E remoendo,
    Como quem sabe morder,
    Mas ainda não acabei
    Nem de ti estou fugindo,
    Atrás dos que vão correndo.

    Se é isso que tu queres,
    Ir matando,
    Escondendo e abafando,
    Não fazendo como o vento:
    Poder fazer e não veres
    Aqueles que vais levando,
    Mas a mim? Nem com o tempo!

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  8. Pois é formosa senhora, chego aqui, sento-me e...embriago-me com os teu sentires...


    Os Deuses acordaram a ilha
    Passaram a noite em celeste folia
    Irritaram a chuva e o vento
    Construíram castelos na maresia

    Bom fim de semana



    Mágico beijo

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  9. Um poema em que te desnudas sublimamente...

    Abençoado " DOM" este que Deus te ofereceu!

    Bom fim de semana.

    Beijinhos

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  10. Passei!...deixei cair em teu belo poema um beijo com carinho e desejo de um bem fim de semana.Beijinho prateado
    SOL

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  11. Um belo poema, uma bela foto, um momento que nos enche a alma

    Parabens amiga

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