28 de janeiro de 2008

O fio da navalha

Vou afiar minha navalha
me despir de quem não valha
vou entregar os mentirosos
e abrir mão dos poderosos
Vou soltar a voz aos quatro ventos
mostrar ao mundo seus verdadeiros intentos
destruir as obras profanas dos homens sedentos
revelar a todos no seu devido tempo
Vou delatar,
vou entregar,
confessar em juízo as mais duras verdades
Vou mostrar o que fez a hipocrisia
e a sordidez de quem nada valia,
vou mostrar como a mentira destrói
e como a falsidade a vida corrói
Vou gritar bem alto e bem forte
e com uma navalha
fatiar sua sorte
Não vou mais depender
e muito menos defender,
e que os fariseus ao se entre-olharem
do que fizeram
já não possam se esquecer
Pois o meu grito Deus ouviu
e do Alto Monte ressurgiu
Sua Justiça descerá
e a tudo isso consumirá.
E então, e só então,
com missão cumprida vou entregar
a minh'alma pra descansar.

Soli Deo Glória

8 comentários:

  1. Nossa... Que lindo e profundo!!!

    Parabéns, o poema está perfeito...

    Bjs

    Janaína

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  2. Muito lindo mesmo.

    Acho que vou ali gritar algo também, mas de alegria.

    Beijao

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  3. Profundo, cortante.
    coisa pra quem precisa acordar.

    -
    Poww, hehehehe...brigadão mesmo...bondade sua!
    Tu que é uma verdadeira poetisa!

    x)

    bejo

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  4. Imitando o Ricardo Gondim, né?

    mt bom o texto, forte e sincero, lindo e belo!


    abração Alice
    fica na Graça

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  5. achoq ue é temporada de textos fortes e verdadeiros...

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  6. Perfeito este poema!Parabéns Alice!
    bjj.:)

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  7. 80
    Que liiiiiiiindo!
    Sem palavras...
    Passei pra deixar um big beijo!!!

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Nem sempre escrevo por mim, muitas vezes escrevo para mim também...