30 de agosto de 2008

"FILHO ROUBADO E VIDA ABORTADA, UMA DOR QUE NUNCA ACABA"

Há um filho em meu ventre
não nascido e não parido
um filho eterno que me foi roubado
um grande amigo, pra sempre amado.
Um filho que não chora e não reclama
e que não teve chance de sonhar
que foi impedido de brincar
e proibido de pular,
um filho lindo, um guri amado
que me foi roubado
mas nunca de mim tirado.
Ele está preso a mim por seu cordão de amor
e me consola a alma e me aplaca a dor.
Há um filho em meu ventre
que eu queria muito abraçar
que eu precisava tanto cheirar e amar
mas que nunca saberá
o que é viver onde deveria estar.

18 comentários:

  1. nossa, sabia que me perco e me encontro em seus poemas?

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  2. Olá amiga!

    Obrigada pelas bençãos.
    Seus poemas são lindos.
    Ufa... como tá frio aqui.
    Um bom domingo pra vc.

    beijooo.

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  3. Alice...Fiquei a pensar no seu poema...É tão bonito e tão triste...Não entendi bem a sua mensagem... Desculpe!


    Beijos de luz e um domingo feliz!


    ps. Se puder, vai lá no Mundo azul...Tive que arrumar o post e o seu comentário, se perdeu... Gostaria de te-lo novamente!

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  4. oiiiiiiiii alice, visitando aqui, gostei tanto ^^
    bjinhus

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  5. Suggar,

    vc consegue fazer a exata viajem das palavras, a mágica de se perder e se encontrar.


    pelos caminhos da vida,

    Oi amiga , aqui tb ta bastante frio...e vc é uma benção de verdade.


    Mundo Azul,

    Essas palavras falam um pouco da saudade que tenho de um filho que eu perdi, há muitos anos atrás, e com quem sonho até hoje.

    bjussss pra todas !!

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  6. inside me,

    adorei tua visita tb ... estou indo te conhecer !
    Volte sempre !

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  7. oi meu anjo, pode sim, desde que me dexe linkar o seu tb ^^, que Deus abençoe muito vc viu, bjos, yzy

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  8. Alice está maravilhosamente lindo, não dá para entender muito bem mas da maneira como fala kem já sentiu um filho dentro de si sabe que é assim que se sente,será que esse filho.........desculpa sei k dói mas será k não vingou foi isso?
    Contudo é um belo e lindo poema qual mãe ditaria a seu filho...
    Beijinho prateado com muito carinho e um lindo domingo...

    SOL

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  9. Oie amiga...

    Quero falar que sinto a sua falta, e principalmente dos seus poemas, tão verdadeiros, tão reais, tão intensos...

    Bjs

    Janaína

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  10. Que interessante, Alice... Também perdi um filho que levei quatro anos a sonhar com ele. Tive minha primeira filha dois anos depois, e nos dois anos a seguir, tive outra menina... Nunca mais sonhei com ele. Até hoje me pergunto: O espírito dos dois não será o mesmo?...

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  11. Cheguei aqui através da Georgia.
    Adorei este poema. Foi como se voltasse há quarenta anos atrás e à minha luta contra a infertilidade.
    A esse filho que eu sentia, que amava, mas que não nascia.
    Emocionei-me.
    Um abraço e bom Domingo

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  12. Sol,

    ...é mesmo sobre um filhinho meu que infelizmente abortei... era o meu primeiro e era muito desejado. Hoje tenho mais 3 lindos filhos já criados e abençoados, mas minha alma ainda se liga nesse bebe que não veio... é uma saudade forte.

    Janaína minha linda amiga de alma doce !

    ... adoro qdo vc vem aqui... vc sim é poeta das palavras e do coração !


    JOice,

    eu ainda sonho com ele.... o que faria, como seria , o que me diria hoje... é inevitável.

    bjkasss



    Elvira,

    adorei que vc veio aqui... estou indo te visitar e te conhecer melhor tb, e q bom que vc conheçe a aflição do desejo de ser mãe, faz com que não me sinta tão só, pq apesar de hoje eu já ter meus lindos filhos, sei o que é perde-los e o que é não conseguir te-los.
    Só quem sente sabe.


    bjinhussssssssss

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  13. Olá Alice

    Esse poema ajuda a entender a dor de minha esposa que também abortou.
    Infelizmente não temos filho.

    Um beijo no coração

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  14. Ai, Alice, que poema mais lindo e mais triste também...

    Eu custei a ter filhos, e do meu ventre só tive um. Mas Deus me deu dois queridos, que são do coração.

    Que Deus te abençôe, linda!

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  15. Eita sensibilidade.

    Os 'home' ficam calados diante da clareza de visão da vida e da profundidade da emoção e da experiência pessoal que é ser mulher, gestante e mãe.

    Chega de palavras, ouçamos ...

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Nem sempre escrevo por mim, muitas vezes escrevo para mim também...