3 de abril de 2009

Relevante


É o arrepio do vento refrescante
e o queimar do sol escaldante
que me congelam a alma
e que me evaporam a calma
São eles que me mostram quando o forte-fraco se mantém
e que nem sempre o fraco-forte me convém
e delicadamente me ensinam a crescer
e a parir todos os dias dentro de mim um novo ser.
Um ser fragilmente escaldante
ou fortemente refrescante
mas que consiga num breve instante
passar do banal ao relevante.

5 comentários:

  1. Alice,

    Há um selo para você no meu blog.
    Você merece.

    Abraços e bom final de semana.

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  2. ____________________________________

    Os dois lados da moeda...

    Belo poema, Alice!


    Beijos de luz e um final de semana especial...

    Zélia
    _________________________________

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  3. O vento soprou
    Tão doce e sereno
    Tocou-me ao de leve
    Girou sentimentos
    Dormentes, silentes
    Que em vôo rasante
    Tocaram o chão.
    O fundo da alma
    fez-se de cor de ouro
    Castanho ou laranja
    Deu frutos já secos
    De um doce amargo
    Surgiu o Outono
    No meu coração.
    (Lique, 2004)

    Uma boa semana, plena de amor e carinho
    Eduardo Poisl

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Nem sempre escrevo por mim, muitas vezes escrevo para mim também...