19 de fevereiro de 2010

Do baú : FILHOS DA RUA


Abortaram minha doçura
amputaram minha alegria
extirparam minha brandura
e inflamaram minha ira
O que me resta é o que faço
é o grito alto,
é o nó no laço
é a arma apontada e engatilhada
fatalmente fria
e que friamente mata
É a vida roubada,
invadida e violentada,
é vida não vivida,
mal parida e mal amada
É a rua , a ponte e a lua
é o som, o medo e a morte
é o sol quente que me queima a esperança
é a noite escura que apaga a lembrança
É o nada e o agora,
um pouco de ontem
e a saudade de outrora,
sou eu mesmo, sim senhor!,
a fome, o ódio, a solidão e a dor
debaixo da ponte,
e a espera do pão duvidando do amor !!


4 comentários:

  1. Esse tipo de problema deve ser tema de todos nós escritores,políticos, pastores,poetas,educadores... Emprestemos nossas vozes e o produto de nosso teclar para colocar em relevo a causa do menor abandonado! Boa idéia, Alice!

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  2. Uau Alice!! que maravilha!

    Peço a Deus que continue abençoando e te dando essa condição de aperfeiçoar esse dom maravilhoso.

    nEle

    Ielton Isorro
    http://clamandonodeserto.blogspot.com/

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  3. Lindíssimo.. as vezes só vemos isso mesmo no mundo.

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Comente, mas não tente decifrar-me.
Nem sempre escrevo por mim, muitas vezes escrevo para mim também...