2 de setembro de 2010

Sou assim...

Sou como um caminhão sem freio em íngrime descida
como o vôo cego de um pássaro suicida
e como um nome que não se cogita.
Sou o sufoco do grito amordaçado
o desespero depois do pecado
e a pedra dentro do sapato
Sou o deslizar do arrepio frio do vento
e aquele que nunca toma tento
sou o caco de vidro no pé do desatento.
Sou a vida,
bandida
e parida
de um ser que nunca encontra guarida.
Sou o belo bom porte
mas sempre sem norte
e sempre lançada estará minha sorte.
Sou assim
um balaio de gato
e a corrida danada do rato
Não sou boa e nem má
e nem sei porque vim para cá
e minha esperança todos os dias
é que eu ainda dome essa minha insana rebeldia
Sou assim
um breve redemoinho
o silêncio do passarinho
um ovo quebrado dentro do ninho
o viver de alguem sempre sozinho.
Sou assim,
muito mais o meio do que o fim.

5 comentários:

  1. Adoro viajar neses País dos teus pensamentos minha amiga, se minha namorada ler isso, vai dizer que foi pra ela, vai querer pintar o cabelo como na foto comprar vestido novo e sair por ai, sem saber pra onde, só por ir, só por diversão...

    adorei o texto...

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  2. Adorei teu blog! Belíssimo!
    Gosto de conhecer pessoas inteligentes, observadoras e sensíveis, Se puder visita meu cantinho tb, que é feito com muito carinho.
    Bjs doces!
    tatapalavrasaovento.blogspot.com

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  3. "Sou assim
    um breve redemoinho
    o silêncio do passarinho"

    de uma coisa eu sei: tudo o que és me agrada, pinta meu dia!

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Nem sempre escrevo por mim, muitas vezes escrevo para mim também...