Sou assim, menina até o fim.

As vezes me sinto gente grande, madura e cinquentona, mas por mais que me esforce, a menina que habita em mim sempre vence.
Tantos anos já se passaram, e sei que o tempo levou embora minha aparência infantil, minha ingenuidade e toda pureza que meus olhos tinham ao ver o mundo, mas o tempo não pode tocar em meu coração, e meu coração ainda pulsa como quando eu ainda era menina.
Hoje, ninguém mais me vê como menina, mas eu vejo a todos assim. Meninos e meninas correndo atrás de sonhos, desejando coisas novas, chorando pelos brinquedos perdidos, ralando os joelhos de nossas almas diante do Pai a gritar por socorro... e gritar como crianças que não tem medo de esconder sua dor.
Não interessa quantos anos tenho, serei sempre Alice, a Alice que quando nasci já era uma menina e que hoje, depois de tanto tempo ainda permanece assim...correndo atrás do tempo, bebendo poções para crescer e outras pra encolher, aceitando e questionando a todos que cruzam por seus caminhos, salvando a vida e o mundo das rainhas más que sempre querem nos cortar a cabeça , como num conto de fadas, como num sonho.
Serei sempre Alice, sempre menina.
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Nem sempre escrevo por mim, muitas vezes escrevo para mim também...