27 de junho de 2010

Meu jardim ardente...


...E então
como quem não vê
como quem não tem
como pra quem nada sobrou
como asas em alto vôo
como os pés antes do tombo
como vida a escorrer
como quem nada tem a perder
como amor em plena entrega
como paz que não sossega
...Então,
ela se fez graciosa,
soberana
e teimosa
latente
e poderosa
e invadiu a alma
roubou a calma e transpôs os montes,
fez da semente um jardim ardente
e de suas flores o amor que sente
e fez dela um farol a beira mar
a guiar
iluminar
dirigir
e acalmar....


e tua fé, como é ?

4 comentários:

  1. Tem um alcerce que eu desconhecia, até me escapar o chão.
    Quando o imponderável me sobreveio, vi com clareza seu tamanho, consequentemente vi o meu tamanho real e quanto sou dependente de Deus.

    abraço maninha

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  2. Jesus é o meu Farol, o que me guia, me ampara, me consola, me dirige, mesmo em meio às aflições, à noite escura, em meio aos vendavais da vida e da alma!!!

    Ele é o único Caminho, e meu único Farol!!!

    bjs, querida

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  3. Alice, gostei muito do teu poema. Essa tua fé é muito bela, diria até um pouco idealizada. Mas a fé de cada um é território subjetivo, é terra que ninguém pisa e é conceitos que ninguém pode refutar.
    A fé é o combustível da existência. A minha, gosto de tê-la sempre com os olhos abertos pois se há um tipo de fé da qual percebo problemática, é a fé cega, que não consegue nem ao menos, olhar o outro.

    abraços

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  4. Saudades lindona...

    que a fé esteja smepre movendo e guiando esse coração para os melhores sentimentos dessa vida...

    bejim!

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Nem sempre escrevo por mim, muitas vezes escrevo para mim também...